5 de novembro de 2011

UMA REFORMA GERAL


“torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.”
I Timóteo 4:12
No último dia 31 de outubro foi comemorado o dia da Reforma Protestante. 494 anos atrás um homem piedoso olhou para a igreja e não gostou do que viu. Percebeu que Deus não era prioridade, que a fé não era o que movia a todos e que a Bíblia não era amada. Por isso esse homem (o alemão Martinho Lutero) empreendeu uma reforma na igreja para reconduzir a humanidade a Deus.
Hoje em dia comemoramos essa reforma, mas, igualmente a Lutero, precisamos olhar para a igreja de hoje e ver onde estão os pontos carentes de reforma; onde as paredes da oração estão esburacadas; onde os alicerces da fé são pouco profundos; onde as portas de nossos corações estão tortas demais para que Deus possa entrar por elas. O texto do topo dessa página apresenta quatro cômodos que precisam de uma reforma urgente no prédio de nossas vidas:
• “a Palavra” – Nosso caminhar com Deus é aperfeiçoado pelo contato diário com a Palavra da Verdade.
• “o procedimento, ... a pureza” – Deus nos chama para uma tarefa onde o testemunho grita mais alto do que a própria voz, e o proceder com pureza nesse caso faz toda a diferença.
• “o amor” – Quem não ama não conhece a Deus, é o que nos diz o Apóstolo João. O cristão precisa ser pautado e guiado por esse amor.
• “a fé” – Uma fé que não conduz a uma transformação de vida é uma fé inerte, morta, vazia. Fé verdadeira é fé em ação.
Olhe para o prédio de sua vida, encontre os pontos carentes de reformas e seja um eterno “pedreiro” a serviço do “Mestre de obras”.


Pr. Luiz Henrique Cabral

24 de outubro de 2011

Eu creio em Deus!

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.”
Tiago 2:19

“EU CREIO EM DEUS!” Essa frase pode ser encontrada na boca de 19 em cada 20 brasileiros. Talvez isso nos leve a imaginar que uma boa parcela destes irá para o céu após a morte.
Será mesmo?
A Bíblia nos diz que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” (Mateus 7:14), ou seja, poucos são os que serão salvos. Mas se a maioria das pessoas crê em Deus e a minoria será salva, então crer em Deus não se mostra suficiente. Ao menos não com essa fé que é declarada por muitos.
O texto que abre essa pastoral, extraído da carta de Tiago, nos diz que “até os demônios crêem”, portanto crer não basta. Aliás, o texto diz que os demônios crêem e tremem (ou seja, têm medo de Deus e reconhecem Seu poder). Isso faz com que muitos brasileiros não consigam ter fé nem mesmo como os demônios, já que grande parcela da sociedade diz que crê em Deus, mas vive como se não tivesse temor nenhum por Ele.
Surge, então, a dúvida que precisa estar no coração e na mente de cada um: “a que parcela EU pertenço?”.
Saiba que ateu não é apenas quem diz que não crê. Esses são os ateus de voz. Há também os ateus de fato, que são aqueles que, apesar de declararem que crêem em Deus, vivem como se não cressem, pois não se importam com as ordenança dEle. Isso muda toda a questão.
Depois de tudo isso, será que você ainda tem certeza que pode dizer “EU CREIO EM DEUS!”?
Pene nisso.

Pr. Luiz Henrique Cabral

6 de outubro de 2011

Se Deus é...

O Pr. Paulo Andreussi, Pastor da Igreja Presbiteriana Nova Aliança, de Maringá, Capelão do CESUMAR/Colégio Objetivo e professor de Teologia, escreve constantemente para o boletim de nossa igreja.
Recentemente um de seus textos rendeu muitos elogios entre os membros de nossa igreja, e decidi por postá-lo aqui para todos os leitores.

Um abraço e boa leitura.

Pr. Luiz Henrique Cabral


Se Deus é...


Se Deus é SÁBIO, então preciso dEle na minha ignorância;
Se Deus é BOM, então em Suas mãos estarei seguro;
Se Deus é JUSTO, então entregarei a Ele as injustiças por mim sofridas;
Se Deus é AUTO-EXISTENTE, não precisa de mim, mas eu preciso dEle;
Se Deus é IMUTÁVEL, então a minha fé pode descansar em Seu Ser;
Se Deus é ONIPRESENTE, então não preciso fazer peregrinações para locais “santos” para encontrá-Lo;
Se Deus possui PRESCIÊNCIA, então eu sei que Ele me amou antes da fundação do mundo;
Se Deus é SOBERANO, então nada pode pegá-lo de surpresa, até mesmo as piores calamidades;
Se Deus é SANTO, então preciso buscar a santidade;
Se Deus se IRA, então preciso entender que não posso pecar contra Ele;
Se Deus é ONIPOTENTE, então porque me preocupo com os meus problemas mais do que deveria?;
Se Deus é ONISCIENTE, então não posso enganá-Lo em momento algum;
Se Deus é AMOR, então posso crer em seu perdão;
Se Deus é MISERICÓRDIA, então eu sei que, embora exista o inferno, ele não é para mim;
Se Deus é PACIENTE, então sabe qual o melhor momento para agir.

A BÍBLIA E O CELULAR


“Guardo a tua palavra no coração para não pecar contra ti”
(Sl 119:11 – NTLH).
Há poucos domingos atrás, no culto da noite, meditamos nesse texto acima sobre a importância de guardarmos a melhor coisa (a Palavra de Deus) no melhor lugar (no coração) com o melhor dos objetivos (para não pecarmos contra Deus). Depois disso me lembrei de um texto que recebi por e-mail e que tem tudo a ver com aquela mensagem.
Leiam e reflitam.
Deus nos abençoe a todos
Pr. Luiz Henrique Cabral

A Bíblia e o Celular

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecêssemos em casa, no escritório?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Mais uma coisa: ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela pega em qualquer lugar, não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

25 de agosto de 2011

QUANDO SE ORA ERRADAMENTE

Algumas vezes ora-se não só em vão, mas também errado. Vejamos o exemplo: Israel fora derrotado em Ai e “Josué rasgou suas vestes, e se prostrou em terra sobre o seu rosto perante a Arca do SENHOR até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre a sua cabeça” (Josué 7:6).
De acordo com a nossa atual filosofia de reavivamento, isso era o que deveria ser feito e, uma vez que isso se fizesse continuamente, é certo que convenceria a Deus e Ele acabaria concedendo a bênção. Mas “disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara... Dispõe-te e santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: ... aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas” (Josué 7:10-13).
Pedir que bênçãos caiam sobre um povo desobediente é desperdiçar tempo e energia. Certa vez o SENHOR pela boca do profeta Isaías disse palavras que aclaram este assunto de uma vez por todas.
“10 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra. 11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? — diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. 14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. 18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. 19 Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. 20 Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.”
Os rogos, pedindo reavivamento, sé serão ouvidos quando acompanhados de uma radical emenda ou reforma de vida; nunca antes. Reuniões de oração que atravessam a noite, mas que não são precedidas de verdadeiro arrependimento só servem para desagradar a Deus. “O obedecer é melhor do que o sacrificar” (I Sm 15:22)
Urge voltarmos ao verdadeiro cristianismo com prática real de vida. Separação, obediência, humildade, naturalidade, seriedade, autodomínio, modéstia, longanimidade: tudo isso precisa fazer parte do viver cotidiano normal de quem se diz discípulo de Jesus. Precisamos purificar o tempo, tirando os mercenários e os cambistas, e ficarmos sob a autoridade do SENHOR ressurreto. Daí, sim, poderemos orar em plena confiança, e aguardar o verdadeiro reavivamento que certo virá.
A. W. Tozer
Extraído e adaptado da Revista da UPH, ano XIV, nº 54, 3º trimestre, pg. 4.

11 de agosto de 2011

Deus teve um único filho, e fez dele um missionário


“...Porque ai de mim se não pregar o Evangelho!” (I Coríntios 9:16)

O Pastor Elizeu de Lima certa vez contou uma lenda sobre uma conversa entre um mamoeiro e uma andorinha. O mamoeiro olhava para seus belos frutos, todos cheios de uma polpa suculenta, e dizia:

- Sinceramente, dona Andorinha, não sei como a senhora consegue viver sob o fardo de nunca conseguir produzir um mamãozinho sequer. Veja os meus, como são vistosos! Como a senhora agüenta essa vida infrutífera?
- Sinceramente, senhor mamoeiro – Respondeu a Andorinha – Eu é que não entendo como o senhor agüenta ficar plantado aí todo o tempo, sem poder contemplar a linda vista que se tem lá de cima... sem conseguir viajar para países distantes. Apenas dando os seus mamões.

O Pastor termina a estória dizendo que enquanto a Andorinha se realiza voando, o mamoeiro se realiza frutificando, e isso pelo simples fato de que ambos estão cumprindo as tarefas para as quais foram criados.
E você, para que foi feito(a)? O que será que Deus tinha em mente quando nos fez a todos nós? Vamos lembrar de Gênesis 2:15, que diz que “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.” A partir de então percebemos que não fomos criados para buscar nossos próprios interesses, mas sim, para cuidarmos das coisas que são concernentes ao Reino de Deus.
A frase usada como título dessa mensagem ficou por muito tempo pregada na porta da minha geladeira, na intenção de mostrar a todos em casa o motivo pelo qual eu estava indo para o campo missionário.
Deus nos criou para Ele. Somos feitos para servi-lO. Qualquer outra vida diferente disso resultará em frustração.
Dedique-se a Ele e comprove.

Pr. Luiz Henrique Cabral

21 de junho de 2011

É o amor que sustenta o casamento ou o casamento que sustenta o amor?


“O amor jamais acaba” (I Coríntios 13:8A)

Nossa igreja, a 4ª IPB de Maringá, se tornou "mãe" no último dia das mães. Nasceu, em 08 de maio de 2011, a Congregação Presbiteriana Nova Aliança (o nome não é definitivo, mas já está sendo usado pelos membros da congregação). À frente desse lindo trabalho está um homem de Deus, o pastor Francisco de Paulo Andreussi, que é professor de Teologia e Capelão no CESUMAR (Centro Universitário de Maringá).
O pastor Andreussi possui um ministério muito eficiente e frutífero focado em casais e famílias, e uma de suas mensagens colocadas no boletim de nossa igreja segue transcrita logo abaixo.
Boa leitura.

Temos um falso conceito de amor, não é o amor que sustenta o casamento, mas é o casamento que sustenta o amor. É comum as pessoas se separarem, dizendo, “não amo mais”. Nossa cultura é fortemente influenciada pela televisão e cinema, os filmes e novelas conceituam o amor como apenas um sentimento, volúvel e temporal. As pessoas se apaixonam e deixam de amar com a mesma velocidade, sem medir as conseqüências, o problema é que nas classes mais abastadas os danos são camuflados, mas nas bases da pirâmide social, os danos são escancarados, com implicações psicológicas, sociais e espirituais. Na verdade é preciso uma reflexão mais profunda e bíblica do amor, é preciso ver o amor como compromisso, responsabilidade e doação.
Há um conceito bíblico acerca do amor, e quero encerrar esse texto com ele: “O amor é paciente, é benigno, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” (I Coríntios 13:4-8 ).
Paulo Andreussi / Capenalina Universitária do Cesumar